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Palavra do Padre – Ed. 28

Publicado em 04/11/2014       Nenhum comentário

lazaro

Por Bruno Roberto Rossi, Vigário Paroquial

“O amor é forte como a morte” (Ct 8,6)

A ressurreição de Lázaro, amigo de Jesus, é para nós uma oportunidade para contemplarmos o último mistério da nossa existência: “Eu sou a ressurreição e a vida… Crês isto?” (Jo 11, 25-26).

A alegria e esperança da fé cristã encontram seu fundamento numa realidade devidamente comprovada: Jesus Cristo ressuscitou realmente dentre os mortos. Este dado torna-se fundamental para o cristianismo e “o apóstolo das gentes” é categórico em afirmar que “se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa fé” (cf. 1 Cor 15, 14). São inúmeras as ocasiões que nos Evangelhos vemos Jesus afirmar aos seus discípulos que seria morto em Jerusalém, mas que ressuscitaria ao terceiro dia. Se por um lado o divino mestre revela-lhes um evento extraordinário, tal revelação encerra numa incompreensão cega por parte dos discípulos.

Depois da Transfiguração, Jesus recomenda aos três discípulos que tinha junto de si, que não falassem a ninguém acerca da sua manifestação que acabavam de presenciar pelo menos “até que o Filho do homem ressuscite dos mortos” (Mt 17,9). Porém esta recomendação não lhes causa menos espanto do que o evento que acabavam de presenciar. Ao descerem do monte, perguntavam entre si o que poderia significar as palavras de Jesus “quando tivesse ressuscitado dos mortos” (Mc 9,10). Neste momento, nenhum sentido eles encontravam nas palavras de Jesus. Assim, a morte em certo sentido, nos recorda o Catecismo, “é natural; mas para a fé ela é na realidade “salário do pecado” (Rm 6,23). E, para os que morrem na graça de Cristo, é uma participação na morte do Senhor, a fim de poder participar também de sua Ressurreição”. (Cf. CIC 1006).

A Ressurreição de Lázaro que contemplamos no Evangelho de São João se apresenta como “Sinal” da grande novidade que Jesus nos apresenta, que não é a sua própria ressurreição, mas a nossa; que desponta agora como uma tremenda novidade que Cristo nos doou ressurgindo dos mortos a partir da força do seu amor. Para todos nós, fiéis nas promessas de Cristo Jesus, cabe como Marta, depositar toda a esperança em Jesus e professarmos nossa fé dizendo: “Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo” (Jo 11, 27).

A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência no qual encontramos Deus como nosso criador para a ressurreição e para a vida, vida esta que vence a morte. A partir desta verdade fundamental, encontramos o sentido autêntico da sociedade humana, da história dos homens, da nossa existência, o real valor da nossa cultura, da política, da economia e todo agir humano. Assim sendo, cada realidade humana nos ajudará a compreender o sentido, que São Paulo expressa da transformação que se realiza com a participação na morte e Ressurreição de Cristo: “conhecê-Lo, a força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos” (Fl 3, 10-11).

Roguemos à Virgem Maria, para que, pela sua intercessão, o Senhor nos dê a graça de combatermos a morte que custou uma batalha ainda mais terrível para Jesus, que foi o preço da sua cruz: a morte espiritual, o pecado! Que nossa mãe do céu, que já participa desta Ressurreição, nos ajude a dizer com fé: “Sim, ó Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus (Jo 11, 27), e com isso passemos a descobrir verdadeiramente que Ele é a nossa salvação.

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