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Dedicação da Basílica de Latrão

Publicado em 01/11/2014       Nenhum comentário

Basílicas pontifícias São João de Latrão

No dia 9 de novembro, celebramos a Festa da Dedicação da Basílica de São João do Latrão, a Catedral da Diocese de Roma, e, portanto, a mãe e a cabeça de todas as Igrejas. A Basílica foi a sede dos Papas durante 16 séculos e continua a ser a Igreja própria do Bispo de Roma, nos recordando e simbolizando a unidade da Igreja, fundada sobre o alicerce de Cristo e a rocha de Pedro.

Na linguagem litúrgica, a dedicação de uma igreja é, para os seus paroquianos, uma “Festa”, termo que se situa logo depois de “Solenidade”, a celebração mais importante do calendário católico. A Festa assume, assim um significado ainda mais profundo, que remete para a missão que o Papa exerce na Igreja, já que lá se encontra a Cátedra do Papa, o significado do magistério, sendo considerada também um símbolo do magistério do Papa, de sua missão de unir a Igreja numa só fé, numa só doutrina, numa só liturgia. É um dia especial para refletirmos a respeito da importância do próprio Papa, como chefe da Igreja: ‘E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.’ (Mt 16,18).

Foi construída, por volta dos anos 314 e 335, quando o imperador Constantino se converteu ao catolicismo, e para impedir a perseguição aos cristãos, cedeu ao Papa Melquíades o palácio que ele tinha no bairro do Latrão, por isso se chama São João de Latrão e ali então, construíram a primeira Igreja da cristandade. Apesar dos incêndios, terramotos e guerras, permaneceu, até ao séc. XIV, o templo em que os papas eram consagrados, a origem da estrutura atual remonta a 1646, durante o pontificado de Inocêncio X. Lá foram celebrados os cinco Concílios Ecumênicos e, até a construção do Vaticano o Santo Padre morava no Palácio Lateranense que é anexo a Basílica.

São João de Latrão é a primeira e mais antiga das quatro basílicas pontifícias, junto com a Basílica de São Pedro, Basílica de Santa Maria Maior e Basílica São Paulo Extramuros. Essas Basílicas Papais, são igrejas que, mesmo não estando dentro do território Vaticano, pertencem ao patrimônio da Igreja, não sendo de posse do Estado italiano.

A Basílica de Latrão tem como padroeiro principal o Santíssimo Salvador e dois co-patronos, São João Batista, celebrado a 24 de junho e São João Evangelista, celebrado a 27 de dezembro. Dois homens que caminharam nas estradas da salvação. João Batista, o precursor, aquele que preparou os caminhos para Jesus anunciando que Outro viria batizar com o Espírito Santo, porque ele batizava com água. São João Evangelista, o apóstolo bem amado, o último apóstolo a morrer e com a sua morte se considera fechada às portas das revelações e dos ensinamentos bíblicos do Novo Testamento. Por isso mesmo o povo de Roma conhece a Basílica celebrada hoje como a Basílica de “São João do Latrão”.

A Igreja transcende o templo de pedra, ela é a comunidade viva de fiéis, é a reunião de todos os batizados que vêm adorar ao Deus Salvador. Assim nos ensinou o Concílio Vaticano II: “A Igreja não se acha deveras consolidada, não vive plenamente, não é um perfeito sinal de Cristo entre os homens, se aí não existe um laicato de verdadeira expressão que trabalhe com a hierarquia. Porque o Evangelho não pode ser fixado na índole, na vida e no trabalho dum povo, sem a ativa presença dos leigos”.

O próprio fiel, pelo Batismo, é templo e morada do Espírito Santo. Todos nós somos membros da pedra viva, o “Corpo de Cristo”.

Saiba mais sobre as Basílicas Papais

No dia 18 de novembro, celebraremos também a dedicação de duas destas importantes igrejas da cristandade, a Basílica de São Pedro e a Basílica de São Paulo.

A Basílica de São Pedro foi construída entre 1506 e 1626 e teve a colaboração de grandes nomes da arte italiana como Bernini, Raffaelo e Michelangelo, para citar os mais famosos, e abriga obras-primas da arte italiana. Encontra-se onde no ano 80 d.C. o Papa Anacleto mandou construir em memória do apóstolo Pedro, um oratório, onde, no ano 324 d. C. Constantino construiu uma basílica.

Acredita-se que no sob o altar da Basílica enterrado São Pedro, um dos 12 apóstolos e o primeiro papa da história da igreja católica, o que fez com que se iniciasse a tradição de que todos os papas fossem enterrados ali.

A Basílica de São Paulo Extramuros é a segunda maior (em tamanho) basílica católica de Roma. Localiza-se fora dos Muros Aurelianos, por isso o nome “Extramuros”, e foi construída onde a tradição diz que o apóstolo Paulo foi sepultado; o túmulo se encontra debaixo do altar-mor, conhecido como “altar papal”.

A basílica primitiva foi construída por Constantino por causa do grande número de peregrinos que ininterruptamente visitavam o local. Em 385 foi reconstruída completamente numa dimensão muito mais ampla e permaneceu a mesma, com diversas reformas e acréscimos ao longo dos séculos, até o incêndio de 1823 que a destruiu quase que completamente. Entre 1825 e 1854 a basílica foi reconstruída completamente seguindo as dimensões e a planta da antiga basílica.

A Festa de Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior ocorre no dia 05 de agosto, ela foi construída no século IV pelo Papa Libério, inspirado por um sinal da Virgem, que fez nevar neste local em pleno verão de Roma. É a primeira Igreja dedicada a Virgem Maria no Ocidente, e uma das mais belas e adornadas de toda a cidade. Abriga entre outras coisas um relicário com um pedaço da manjedoura do menino Jesus

Desde sempre foram consideradas centros de peregrinação para os cristãos do mundo inteiro.

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